quinta-feira, 14 de maio de 2009

enfim...

avenida paulista - enfim, restituída. livros giram nas bancas de jornais. notícias fermentam no estômago do céu. pessoas para cá e para lá. pessoas para todos os lados. e eu alegremente perdida entre elas. o velho colégio com cara de novo - já tem aulas de ecologia, desconfio... as mesmas escadarias povoadas de lembranças. a memória faz cócega. um cheiro de passado tentando o nariz da alma. o cris perguntando da thula, os esconderijos dos primeiros cigarros, o jogo de cartas, as imagens cafonas de igreja mostrando exatamente o que são: cafonas. e uma tv de plasma me dizendo que o tempo passou - que bom. estudantes correm. cabeças leves de não saber que o são. e outras a peso de morte me lembram o menino triste que perdeu a formatura porque decidiu comemorar sozinho, no seu quarto, enquanto a família o esperava na sala, toda arrumada para cerimônia que não veria. os espinhos da adolescência lentamente arracados da pele, degrau a degrau. lentamente. e então o sentimento estranho, mas maravilhoso de me saber ali, com enorme gratidão por tudo, e ao mesmo tempo um infinito alívio por não pertencer mais àquilo. de estar livre, enfim.

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