sábado, 2 de maio de 2009

histórias de sebo (parte 3)

a língua mágica
respirava cada palavra como o ar que lhe havia faltado por toda a vida. e, em pouco tempo, se percebia permeável às letras, que lhe entravam pela pele, lhe enchiam o sangue, lhe causavam cócegas. ele ria, e ria, e ria. aquela língua significava tudo o que ele queria dizer.

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