terça-feira, 28 de abril de 2009

o dia seguinte

soprou o vento, despenteando os pensamentos:
céu verde, coração azul, árvores vermelhas.
uma mão fria segurando o tempo
- de tudo, foi o que restou.

encruzilhada

belo berlim
horizonte
rio recife
cruzeiro
das almas
do sul

ou

belo berlim
horizonte

rio recife
cruzeiro

das almas
do sul

aspirina

há qualquer coisa que dói quando respiro.

praça da sé
jerusalém dividida
deuses disputam
as vozes dos profetas

bunda na janela
de um hotel encardido
amor a varejo
no orelhão revestido

anúncios, prenúncios
dos desclassificados
as bancas de jornais
não têm tantos furos

lar

de volta ao colo quente dos amigos.
a melhor família em que nasci.

as luzes mornas do viaduto do chá
os búzios, o coração
são paulo é um sertão
refresco com pregos à venda
na calçada mais suja da sua casa
açúcar com limão
a fome nos olhos
na esquina, a separação
a vida que é assim a pior das doenças
a que mais dói. e que não tem cura.

pequena e triste história de título grande

veio, tocou, partiu.
e eu chorei.

cotidiano

na urgência das horas inúteis
me lembro sempre de esquecer